O mercado de smartphones da Apple está vivendo um momento no mínimo curioso. Lançado em setembro com a habitual comoção mundial, o iPhone 17 Pro Max parecia ter tudo para dominar as vendas e atrair os fãs mais exigentes da marca. Só que a realidade dos últimos meses desenhou um cenário completamente diferente. Dados recentes indicam um movimento forte de debandada: os clientes estão se desfazendo do modelo mais caro da empresa numa velocidade assustadora, enquanto opções mais finas e portáteis começam a roubar a cena no varejo.
Frustração e recorde de revendas
Um relatório divulgado pela plataforma SellCell revelou que o atual gigante da Apple assumiu o topo de um ranking nada lisonjeiro. Com menos de seis meses de vida útil, o iPhone 17 Pro Max se transformou no smartphone mais repassado no mercado de usados. O modelo responde sozinho por 11,5% de todos os aparelhos listados no top 20 de 40 compradores independentes. Esse salto chama a atenção pela rapidez, considerando que no final de novembro a fatia de revendas era de apenas 5,1%.
O fato de 86% dessas unidades estarem classificadas como em “boa condição” escancara que os donos originais mal aguentaram ficar com o telefone antes de passá-lo para a frente. Logo atrás dele nas estatísticas, o iPhone 15 Pro Max ocupa a segunda posição com 7,3%. Somados, os dispositivos desse top 20 concentram cerca de 47% de toda a atividade de troca hoje.
A grande vilã dessa história de arrependimento coletivo parece ser a ergonomia. Fóruns como o Reddit estão lotados de desabafos sobre o formato desconfortável do aparelho. Usuários reclamam abertamente que a tela de 6,9 polegadas transformou o manuseio diário em um desafio. Pessoas com mãos grandes relatam a dificuldade de alcançar os cantos do display e sentem falta da época em que conseguiam usar o telefone com apenas uma mão.
Um consumidor de quase 1,90 m de altura confessou que o iPhone 15 Pro Max foi o último a ter um formato aceitável, e que os poucos milímetros extras adicionados nas linhas 16 e 17 arruinaram o conforto para o uso prolongado. Outro proprietário foi ainda mais direto, dizendo que colocar uma capinha no aparelho o transforma em um “tijolo no bolso” devido à espessura. A frustração bateu tão forte que alguns clientes preferem vender a novidade, resgatar uma parte do dinheiro e voltar ao antigo iPhone 13 Pro. A justificativa? A diferença de performance no dia a dia é imperceptível e as cores do modelo mais velho agradavam mais.
Evidentemente, o hardware passa longe de ser o problema real. O 17 Pro Max conta com um corpo único em alumínio, o poderoso chip A19 Pro, um sistema triplo de câmeras com lente periscópica de 48 MP e uma bateria invejável que entrega até 37 horas de reprodução de vídeo. Ainda assim, quem desiste da compra consegue amenizar o prejuízo. O valor médio de revenda para unidades bem conservadas gira em torno de 967 dólares, um montante razoável frente aos preços oficiais nos Estados Unidos, que partem de 1.199 dólares na versão inicial e batem os 1.999 dólares no modelo com 2 TB de armazenamento.
A aposta na leveza e tecnologia
Curiosamente, no mesmo momento em que o modelo gigante sofre rejeição pela falta de praticidade, a Apple vê outra peça da sua prateleira atrair os holofotes. O iPhone Air, classificado como o smartphone mais fino já desenhado pela companhia, está recebendo descontos agressivos na Amazon na sua versão de 256 GB. O aparelho soa como a resposta perfeita e o contraponto exato para os usuários que estão fugindo do peso exagerado.
A espessura reduzida não sacrificou os atrativos visuais ou o desempenho. O painel OLED de 6,5 polegadas ostenta a tecnologia ProMotion de 120 Hz para garantir animações e rolagens extremamente fluidas, mantendo o já famoso entalhe interativo Dynamic Island no topo. A leitura da tela sob luz solar direta não é um problema, tudo graças ao pico de brilho que atinge impressionantes 3.000 nits.
Sob a carcaça ultrafina, o iPhone Air é um verdadeiro monstro de processamento. Ele roda com o mesmo processador A19 Pro do modelo Max e carrega 12 GB de memória RAM. É poder de fogo de sobra para gerenciar o sistema iOS e executar as novas e pesadas tarefas de inteligência artificial nativamente no próprio dispositivo. Os 256 GB de armazenamento interno entregam espaço tranquilo para quem baixa muitos aplicativos, jogos e acumula arquivos.
O pacote fotográfico também se garante com excelência. A lente principal de 48 MP é capaz de gravar vídeos em resolução 4K e registrar imagens com zoom de 2x sem nenhuma perda de qualidade. Quem trabalha ou conversa muito por chamadas de vídeo tira bastante proveito da câmera frontal de 18 MP com o recurso Center Stage, que ajusta o enquadramento do usuário de maneira automática enquanto ele se movimenta.
O design externo do Air também abraçou a modernização dos comandos. Saíram de cena as antigas chaves físicas laterais e entraram o Botão de Ação e o inovador Controle de Câmera, um sensor sensível ao toque dedicado a ajustes rápidos de fotografia. Olhando para o futuro, o aparelho funciona exclusivamente com a tecnologia de ativação remota via eSIM, jogando fora a gaveta tradicional para chips de operadora. Para fechar o pacote premium, ele oferece suporte a Wi-Fi 7, Bluetooth 6.0, porta de conexão USB-C e carregamento magnético sem fio MagSafe de 25W, além da indispensável certificação IP68 para sobreviver à poeira e a curtas imersões na água.



