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O Arsenal da Xiaomi: O Custo-Benefício Imbatível dos Smartphones e a Surpreendente Pad 8

A Xiaomi deu um salto absurdo no mercado global nos últimos anos e não é difícil entender o porquê. A marca cravou seu espaço entregando um hardware de ponta para bater de frente com os gigantes da indústria, só que cobrando bem menos. Se você quer desempenho bruto sem precisar vender um rim, as linhas Redmi e Poco são praticamente parada obrigatória. Separamos aqui um apanhado geral do que tá valendo a pena, levando em conta os preços que tavam rolando ali na faixa do dia 9 de maio de 2025. Mas a ambição dos caras não para nos celulares: eles também resolveram peitar a concorrência no mercado de tablets com a nova linha Pad 8. Bora destrinchar o que essa galera tem a oferecer.

O Peso-Pesado do Custo-Benefício: Linhas Redmi e POCO

Redmi Note 14

Começando pelo modelo que já virou queridinho de muita gente. O Note 14 chama a atenção logo de cara pela tela AMOLED de 6,67 polegadas. É aquele display que entrega cores super vivas, um contraste no talo e pretos realmente profundos. A resolução Full HD+ (2400 x 1080 pixels) garante toda a nitidez que você precisa, e a taxa de atualização de 120 Hz deixa a rolagem de tela e as animações lisas, sem nenhum engasgo. Se você precisar usar o celular no meio da rua sob aquele sol do meio-dia, os 1.800 nits de brilho dão conta do recado tranquilamente.

Debaixo do capô, ele roda com o Helio G99-Ultra da MediaTek, um chipset octa-core de 6 nanômetros que atinge até 2,2 GHz de velocidade. Dependendo da sua necessidade (e do bolso), você acha ele em três sabores:

  • 6 GB de RAM com 128 GB de armazenamento

  • 8 GB de RAM com 128 GB de armazenamento

  • 8 GB de RAM com 256 GB de armazenamento

E o legal é que ainda dá pra expandir o espaço com um cartão microSD de até 1 TB.

Redmi Note 13 5G

Esse aqui é de 2024, mas quem disse que ficou pra trás? Continua sendo um baita investimento. Ele traz a mesma pegada de tela AMOLED de 6,67 polegadas (Full HD+ e 120 Hz), mas com um brilho um pouco mais modesto, batendo nos 500 nits. O diferencial prático é a proteção Corning Gorilla Glass 5, excelente pra segurar a onda em quedas simples e evitar arranhões no display.

O setup de câmeras dele pega pesado: a lente principal tem 64 MP e um zoom de até três vezes que impressiona por não zoar a qualidade da imagem. Pra completar o pacote, tem uma lente ultrawide de 8 MP, uma macro de 2 MP e a câmera frontal de 16 MP, que aliás filma em 1080p a 60 ou 30 quadros por segundo.

O cérebro da máquina é o processador Dimensity 6080 da MediaTek, trabalhando junto com 8 GB de RAM e 256 GB de espaço interno. A bateria mantém o padrão tanque de guerra da categoria, com 5.000 mAh. Embora a Xiaomi não crave uma estimativa cravada de horas, dá pra esperar tranquilamente mais de um dia longe da tomada. O sistema flui sob a interface MIUI 14, ainda baseada no Android 13.

POCO X6

Outra cria de 2024 que merece estar no radar. Se o seu foco é ter um equilíbrio legal entre processamento, tela e câmera, o X6 é uma escolha bem sólida. As especificações fotográficas são muito parecidas com as do Note 13: lente principal de 64 MP, ultrawide de 8 MP, macro de 2 MP e frontal de 16 MP. O verdadeiro pulo do gato aqui é no vídeo, já que a câmera traseira consegue gravar em 4K a 30 fps, mantendo a frontal nos bons e velhos 1080p (Full HD) a 60/30 fps.

Subindo o Nível: A Invasão com a Xiaomi Pad 8

Se os smartphones já consolidaram o nome da Xiaomi na rotina da galera, o terreno dos tablets premium é onde a marca quer provar que consegue entregar luxo e produtividade de verdade. Historicamente dominado pela Apple e sua linha gigante de iPads, o mercado vê chegar a Xiaomi Pad 8, um modelo de 11 polegadas que não economiza nos argumentos para te convencer a trocar de ecossistema.

Design Fino e Tela Focada na Produtividade

A gente sabe que em termos de visual, tablet não tem muita margem de manobra pros designers pirarem, e a Pad 8 meio que segue a cartilha. Mas ela executa isso muito bem. Estamos falando de um aparelho extremamente fino, com apenas 5,8 mm de espessura, bem compacto (251,2 x 173,4 mm) e com uma qualidade de construção impecável. A traseira é um bloco de alumínio fosco super elegante – o que é ótimo para não virar um ímã de marcas de dedo. O módulo de câmera quadrado abriga uma única lente e é um pouco saltado, lembrando bastante a linguagem visual dos smartphones recentes da marca. Na lateral, três pequenos pinos magnéticos discretos servem para encaixar o teclado opcional.

Na frente, o display de 11,2 polegadas domina a visão com uma taxa de ocupação de 85,8%. A sacada inteligente da Xiaomi foi adotar o formato 3:2. É basicamente o formato dos sonhos para produtividade, encaixando muito melhor páginas da web e documentos de texto do que os formatos mais esticados. É verdade que a tela não caiu no canto da sereia do painel AMOLED, mas a fabricante compensou isso com uma tela IPS perfeitamente calibrada, bonita e vibrante. As bordas em volta da tela ainda são um tanto gordinhas, mas a câmera frontal fica escondidinha ali na moldura superior sem atrapalhar.

Desempenho e o Peso no Bolso

A experiência de uso é fluida do começo ao fim. A máquina roda liso seja para o trabalho ou para consumo multimídia, esbanjando um som bem potente e uma bateria que aguenta o tranco de boa. Uma grata surpresa foi a câmera traseira: costumamos ignorar câmeras de tablets, mas essa aqui manda bem até durante a noite. O ponto que pode deixar os mais exigentes com o pé atrás é a política de software, já que o aparelho vai receber apenas quatro grandes atualizações do Android.

Posicionada estrategicamente logo abaixo da versão “Pro” (que traz chip mais nervoso e câmeras superiores), a Pad 8 é vendida em opções de 8 GB de RAM com 128 GB ou 256 GB de armazenamento. Os preços cobrados na gringa tão na faixa dos 430 euros para a versão mais em conta, enquanto dobrar o armazenamento te custa uns 100 euros a mais. Você acha o brinquedo nas cores cinza (super sóbrio), azul e verde.

O valor é justo, mas não dá pra dizer que é aquele preço matador impossível de ignorar. A concorrência tá brutal. Do lado da maçã, um iPad de 128 GB sai por cerca de 389 euros (dando um salto amargo para 519 euros nos 256 GB), e o iPad Air mais novo espanta a carteira custando 669 euros. Já no campo do Android, a Samsung ataca com o Galaxy Tab S10 FE por 550 euros e o S10 Lite por 400 euros, isso sem falar no que Honor e OnePlus têm colocado na mesa. A briga pelo seu dinheiro nunca esteve tão acirrada, mas a Xiaomi definitivamente trouxe um arsenal preparado para a guerra.